Laura Lopes
Depois do longo parágrafo acima, vou direto ao que aprendi com o livro. Você sabe qual é a história da expressão “meia nove”? E da famosa “chupeta” (ou “mamada”, em espanhol)? E como eram os sex shops na Antiguidade?
Comecemos pelo 69. Quem é que não sabe o que é um meia nove? A professora pergunta: “Jaiminho, quanto é um mais um?”, “Sessenta e nove, senhora”, ele responde. Rá! “Tão brilhante equação pertence ao escritor surrealista francês Raymond Queneau”, escreve Morales. Nem as invencionices do colega Salvador Dalí ficaram tão conhecidas no mundo! A imagem não pode ser mais clara, e o número se transformou em erótico por excelência, assim como a letra “X”. Foi na França – lógico!! – que a expressão nasceu e ficou “restrita” às camadas baixas da sociedade, prostíbulos, peep-shows e casas de burlesco. Durante a década de 60, espalhou-se por todas as camadas, chegando ao auge com o entusiasmo de maio de 1968. Em 1969, Serge Gainsbourg e Jane Birkin (que gravaram a antológica “Je t’aime moi non plus”, escrito para Brigitte Bardot) declaram ser o ano erótico. Foi então que a expressão ficou conhecida mundialmente, como se sempre tivesse existido. Não há imagem mais ligada à igualdade pregada pela revolução sexual: quem está em cima, está embaixo. Quem está por baixo, está em cima.
A posição é mais velha que andar pra frente, há desenhos gregos que provam isso. Infelizmente, naquela época, praticar sexo oral na mulher era tarefa para escravos ou eunucos. A atividade era vista como algo baixo. Somente no século XIX, quando surgiram as primeiras teorias de igualdade entre os gêneros, que os escritos passaram a testemunhar tão bela posição sexual. E foram aumentando conforme o século XX avançava.
Fonte:
http://colunas.epoca.globo.com
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